domingo, 14 de agosto de 2011

Cabaré dos Mortos

Cordel nada encantado
Um dos meus escritos bem humorados do tempo em que eu ainda estava no ensino médio.

Sei que posso parecer
Imoral e meio grosso
Mas tô a fim de escrever
Sobre esse caso escabroso

Se você é um daqueles
Que gosta de farrear
Escute bem essa história
Que agora vou narrar

Vou contar para vocês
a história de um cabaré
um lugar bem diferente
cujo dono era o Zezé
Tinha moça nova e “veia”
pra dançar arrastar pé

Nesse lugar tinha muita coisa indecente
tinha mulher tarada e muito homem saliente
As raparigas vaidosas, futricavam calmamente
nem ligavam para a dor
davam até pra parente

A quenga chefe era Betina
Tinha o cabelo longo e usava uma botina
escondia seu corpinho por detrás de uma cortina
pois morava um perigo, dentro da sua vagina

Pra pagar a quenga chefe
só se aceitava cheque
Pra pagar as "quenga pobre"
qualquer moeda de cobre

Betina era doente, sofria de gonorréia
sua vagina perigosa
já estava muito "véia"
Além de ser maltratada, era feia e engelhada

O útero de Betina
já estava corroído
A doença era tão grave
que matou até seu marido

Betina era malvada
passou a praga pra frente
com sua vagina assassina
matou um montão de gente

Aquela doença maldita
se tornou um caso sério
Todos que iam pro cabaré
paravam no cemitério

O lugar ficou assombrado
pelo "isprito" endiabrado
Pra cada um que ia morrendo
Mais uma alma aparecendo.

Os mortos estavam se divertindo
com o cabaré que estava surgindo
Quando Betina faleceu
os mortos ficaram rindo

O cabaré dos mortos
já teria sua comandante
quem morreu de gonorréia,
foi pra lá naquele instante

Nem um vivo, nessa terra
Visita mais o local
Está tudo abandonado,
No meio de um cafezal

Mesmo depois de morrer,
Betina não descansou
Continua assombrando,
o lugar onde habitou

Fantasmas e assombrações
Fazem festa no lugar
Comandados por Betina,
Se preparam pra assustar

Em noites de lua cheia
Muitos ouvem gargalhadas
Dizem que é do cabaré
O som das almas penadas.

Hoje ninguém sabe ao certo
se essa história é verdade
Mas o caso é bem antigo,
dizem os de mais idade

Dos mais jovens, todos sabem,
Alguns custam pra aceitar
Mais nenhum marmanjo ainda,
se atreveu a comprovar
Morrem de medo das almas
Que assombram tal lugar

Hoje com a modernidade
Não existe mais descrença
Todo mundo já conhece
Os perigos da doença

Não insista em arriscar
Procurando safadeza
Você terá, com certeza
Um problema pra cabeça

Pra você, quando morrer
Não morar com a tal Betina
Se proteja e cuide bem
Do seu pinto ou sua vagina

Se você quer evitar,
pegar essa maldição
Lembre sempre dessa história
Nojenta, mas com lição
Tudo o que foi dito aqui
Serve pra lhe prevenir
Contra essa atentação

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